29/07/2013

Beldroegas (Portulaca oleracea)

Nesta altura do ano, as beldroegas (Portulaca oleracea) abundam na horta. É uma planta espontânea, que se expande rapidamente, dada a grande quantidade de sementes, ganhando rapidamente território, às culturas.
Mas afinal nem tudo está perdido. Estas pequenas e suculentas plantas, são comestíveis e ricas em omega 3 e outros nutrientes.

Antigamente eram amplamente consumidas pois não custavam nada. Esse hábito quase se perdeu, à excepção do Alentejo, onde se continuam a fazer pratos típicos com esta iguaria, nomeadamente a sopa de beldroegas. Actualmente o seu consumo está a ser recuperado, em saladas, salteada ou em sopas, particularmente na cozinha gourmet.

Experimentei fazer uma sopa com elas e fiquei espantada. São deliciosas!

Beldroegas (Portulaca oleracea)



24/07/2013

Feijão Borlotto

Os feijões rasteiros da variedade Borlotto que semeei em Maio, já têm vagens compridas e os feijões já se sentem dentro da vagem.
Este ano resolvi fazer uma experiência nova. Antes de as vagens começarem a secar e já com os feijões bem formados, apanhá-las, descascar e guardar o feijão na arca frigorífica para ir gastando ao longo do ano, na sopa. Esse feijão é chamado feijão zarolho (está formado, mas não seco). Nalgumas regiões do país é também chamado feijão de descascar.
As sopas de feijão zarolho ficam deliciosas!!!

Vagens de feijão Borloto

Feijão Borloto (planta)





22/07/2013

As laranjas prometem

Em Junho ainda só havia flôr, agora já há laranjinhas verdes que estão a crescer. Lá para o Natal é quando vão ficar doces para apanhar.
A laranjeira é (Citrus x sinensis) é uma árvore da família das Rutaceae. É fruto do cruzamento feito na antiguidade entre 2 espécies: a cimboa (Citrus maxima) e a tangerina (Citrus reticulata).
Foi trazida da China para a Europa no século XVI pelos portugueses e daí as laranjas serem conhecidas em muitos países da região dos Balcãs, Grécia e Turquia como "portuguesas" (nas respectivas línguas).

flôr de laranjeira

Laranjas verdes

17/07/2013

Poda verde das laranjeiras

Nesta altura do ano, as laranjeiras emitem rebentos novos no tronco. Esses rebentos devem ser retirados para manter a estrutura da árvore apenas com os ramos principais na base. Deste modo não se altera a arquitectura geral e não se retira alimento das outras partes, nomeadamente os frutos que já começam a crescer. É a chamada poda verde.
É muito fácil. Muitos até se tiram bem apenas com a mão, por ainda não terem consistência lenhosa.
No tronco desta laranjeira ainda se podem ver os locais onde foram retirados os que cresceram no ano anterior. Ficou uma ligeira elevação em botão, perfeitamente cicatrizada.

Poda verde das laranjeiras

16/07/2013

Secar orégãos

Os orégãos começaram a dar flôr e há 1 semana apanhei algumas hastes para secar.
Devem-se apanhar no final da manhã para terem maior concentração da substância que lhes dá o aroma.
Cortei as hastes pela base e pendurei dentro de casa, em local escuro, com a flôr virada para baixo. Com o calor que tem estado, este fim-de-semana já estavam quase secos. Resolvi não os apanhar logo, pois as folhas ainda não estavam estaladiças. No próximo sábado é só retirar as folhas e as flores e guardar bem fechado num frasco de vidro.
Deste modo, conseguem-se orégãos secos para o ano inteiro, sem químicos e sem gastar nada!

Orégãos em flôr
Secar orégãos

Tomates

Os tomateiros já têm vários cachos de tomates. Pela evolução, provavelmente no final de Julho já começarão a ficar maduros. Espero que este mês não haja nevoeiros como nos anos anteriores. Penso que essa humidade contribuiu para o aparecimento de míldio nos últimos anos, numa altura em os tomateiros já tinham frutos grandes. Tive que os sulfatar novamente e atrasar a colheita, para respeitar o intervalo de segurança.

Cacho de tomates em formação

15/07/2013

Feijão-de-metro (feijão extra-longo ou feijão-chicote)

O feijão extra-longo ou feijão-de-metro que tinha semeado em cuvetes em Junho fiicou bem grande nas cuvetes e as raizes desenvolveram-se bem, o que é bom sinal para o futuro enraizamento no local definitivo.
Transplantei-os há 1 semana. Plantei grupos de 4 plantas para cada tutor, em 2 fileiras paralelas com o tutor respectivo, para se poderem começar logo a fixar. Não tinha canas, nem possibilidade de as arranjar com rapidez, por isso optei por estas varas de metal envolvidas por plástico. Fica mais caro, mas é mais durável. Amarrei bem as varas entre si, para os ventos não fazerem das suas...
Esta semana ainda não deram sinais de começar a trepar, mas estão com bom aspecto. Estou ansiosa por ver as vagens.

Feijão-de-metro (variedade Bean Yard Long - Metro Rouge) em cuvetes - 5 de Julho

Feijão-de-metro (variedade Bean Yard Long - Metro Rouge) em local definitivo - 6 de Julho

12/07/2013

Maçã Reineta

A maçã (Malus domestica) pertence à família Rosaceae, tal como a pêra, o pêssego, a cereja, os morangos, as ameixas, etc. Existem milhares de cultivares, que foram sendo desenvolvidos.
Estas que estão a crescer no pomar são Reineta, uma variedade antiga oriunda da França.
São óptimas para cozinhar. Em compotas, tartes, bolos, purés, ficam sempre excelentes.
Não tenho por hábito tratar as árvores. Portanto, já sei que os frutos vão ficar com bicho. Se as fôr apanhando da árvore para consumir, mesmo antes de estarem completamente maduras, não ficam muito danificadas. O sabor é apenas um pouco mais ácido, mas cozinhadas não se nota e são incomparavelmente mais saudáveis.

Maçãs Reineta em desenvolvimento

Tomateiros em 15 de Junho

Os meus tomateiros estavam assim, há um mês. Muito verdejantes e cheios de flôr. Notei algumas manchas nas folhas e pulverizei-os com Milraz. A doença não pareceu evoluir.

Agora estão cheios de frutos e muito mais desenvolvidos.

São 4 exemplares de coração de boi de trepar, 4 de redondo rasteiro e 4 de chucha de trepar.

Tomateiros em 15 de Junho

Manchas acastanhadas nas folhas

Flores de tomateiro

Estivação dos caracóis

Os caracóis começaram já o seu processo de "hibernação", que neste caso, ocorre no Verão e por isso é chamado estivação. É um processo que permite protegê-los das condições adversas como o calor e a escassez de humidade. Sobem para locais mais elevados e arejados e reduzem o metabolismo e assim permanecem até às primeiras chuvas do Outono. Estes dois treparam para o topo dos funchos e ficaram coladinhos um ao outro, com um folíolo a servir de suporte. Bem pensado!

Caracóis em estivação nos funchos

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