23/08/2013

Flores de Verão

Nesta altura do ano, o jardim fica lindo!

Dálias
Canas índicas, estrelas do Egipto, pelargónios
Hortenses, agapantos
Petúnias à esquerda e ao centro
Murta, sempre-noivas, lobélia
Brincos de princesa, pelargónio, sempre-noivas

15/08/2013

"Capar" as abóboras

Não tenho por hábito fazer isto, mas este ano as abóboras também não se têm estado a desenvolver e numa tentativa de ter alguma colheita que dê para os gastos do Inverno, resolvi "capar" alguns caules que tinham abóboras a crescer. 
Na prática, o que fiz foi cortar a ponta do caule 2 ou 3 folhas a seguir à inserção do pé da abóbora, que se vê na primeira imagem.

Este procedimento, tem o objectivo de a planta concentrar toda a sua energia na formação do fruto e não na formação de novos caules e folhas.
Vamos ver se tenho sucesso.

Parece que as abóboras nascediças pelo quintal têm mais frutos e maiores do que as que plantei. Acho que isto se deve ao facto de estarem mais afastadas umas das outras. 

No próximo ano, já decidi que as vou distribuir pela horta e não fazer um canteiro único com elas.

Abóbora em desenvolvimento com a ponta do caule onde se insere cortada


"Capar" as abóboras (antes)

"Capar" as abóboras (depois)

Cucurbita pepo L. (courgette x Patty pan)

Quando se plantam abóboras, abobrinhas e courgettes próximo, é fácil que venham a ocorrer cruzamentos.
Neste caso, como faço compostagem, as sementes e restos de cascas utilizados na confecção dos alimentos, são deitados no monte. Na borda nasceu uma planta que pelo porte parecia uma courgette. Qual não é o meu espanto, quando começo a ver frutos compridos como as courgettes, mas brancos e com indentações longitudinais como as abobrinhas Pattypan!
Não sei que nome lhe dar...Courgepan ou Pattycourge?

A formação de híbridos entre variedades diferentes da mesma espécie de cucurbitácias pode ocorrer até uma distância entre as plantas de 500 metros ou mesmo mais, pois a polinização é efectuada pelas abelhas.
Neste caso a espécie é a Cucurbita pepo L. e as variedades courgette e abobrinha Pattypan ou Patisson. No ano passado estiveram plantadas em canteiros encostados...


Cucurbita pepo L. (courgette x Patty pan)

Cucurbita pepo L. (courgette x Patty pan)

01/08/2013

Beringelas e o pulgão

As beringelas também apanharam doença este ano. Há algumas semanas tudo parecia correr bem.

Beringelas à esquerda, repolhos coração de boi e nabos greleiros temporão especial (15 Junho)

No início de Julho detectei que as folhas estavam com pulgão na sua página inferior. No chão viam-se carreiros de formigas, que abundam desde que o clima mudou para a versão quente, há alguns anos...

Beringelas com pulgão (6 Julho)
Ora é conhecida a relação de simbiose existente entre estes seres, pelo tive que tomar medidas.
No ano passado tinha plantado cravos-da-índia à volta do canteiro, mas este ano, o alfobre deles não nasceu. Estas plantas, pelo seu cheiro desagradável afugentam os pulgões. Descobri ainda duas nascediças e mudei-as para o canteiro.

Pulverizei com insecticida dito natural, tendo o cuidado de atingir a página inferior das folhas, mas só depois vi nas letras miudinhas que tinha piretrina e outros componentes que me soaram a sintético e não natural.
O que é facto, é que passada uma semana já quase não havia pulgões, nem formigas. Mesmo assim, repeti a dose.

Beringelas com aspecto mais saudável e cheias de flôr (13 Julho)
Beringelas - aspecto geral do canteiro (13 Julho)
Uma semana depois, algumas folhas estavam secas. Fiquei desconfiada se não seria outra doença ou consequência do efeito dos pulgões nas folhas. Enfim, limpei as plantas cuidadosamente destas folhas secas.

Beringelas com folhas secas e em baixo vê-se um cravo-da-índia (20 Julho)
Beringelas com folhas secas (20 Julho)

E verifiquei que estavam cheias de frutos!!!!

Beringelas cheias de frutos (20 Julho)


31/07/2013

Feijoeiros de trepar estão doentes

A mesma doença que afectou as courgettes, parece ter também afectado os feijoeiros de trepar. As folhas mais baixas ficaram com manchas acastanhadas como que fazendo figuras geométricas. Continuo sem saber que doença é esta.
Feijão de trepar doente
É uma pena pois já estavam com flôr...

Flôr de feijão de trepar

Curiosamente os feijoeiros rasteiros da variedade rabão que estão mesmo ao lado estão lindos e cheios de flôr. Realmente há variedades que são mais resistentes a algumas doenças do que outras. Quando se compram as sementes, muitas vezes na descrição vem: resistente a X. deve ser este o caso.

Feijão rabão em flôr
Como foram ressemeados, estão desfasados no crescimento e as plantas mais antigas até já têm vagens...

Feijão rabão - vagens

Courgettes doentes

Há 10 dias deparei-me com este aspecto, nas folhas das courgettes. Nunca tinha visto estas alterações. São acastanhadas e parecem queimadas... Não tem aspecto de fungo. Parece-me mais um ataque de vírus... Terão sido os nevoeiros matinais que se fizeram sentir?
Não sei qual a doença, mas apressei-me a cortar as que tinham este aspecto, esperando que a produção de courgettes não seja afectada. É claro que não vou pôr nenhum produto químico.

Folhas de courgette doentes

Os primeiros tomates maduros

Este ano, os tomates ficaram maduros mais cedo. Deve ter sido do calor que se fez sentir há algumas semanas. Estes foram os primeiros, apanhados há 10 dias. Sabor, óptimo. Variedade desconheço, pois comprei as plantas.

Os primeiros tomates maduros (20 de Junho)

Como não estragar as alfaces espigadas

Depois do calor que se fez sentir há 3 semanas, as alfaces não resistiram e espigaram. Tento retardar a evolução, cortando a ponta, para ver se não chegam a dar flôr e ainda as poder consumir em sopa. Quando entram nesta fase, as folhas perdem o seu sabor adocicado e não são agradáveis cruas.


29/07/2013

Beldroegas (Portulaca oleracea)

Nesta altura do ano, as beldroegas (Portulaca oleracea) abundam na horta. É uma planta espontânea, que se expande rapidamente, dada a grande quantidade de sementes, ganhando rapidamente território, às culturas.
Mas afinal nem tudo está perdido. Estas pequenas e suculentas plantas, são comestíveis e ricas em omega 3 e outros nutrientes.

Antigamente eram amplamente consumidas pois não custavam nada. Esse hábito quase se perdeu, à excepção do Alentejo, onde se continuam a fazer pratos típicos com esta iguaria, nomeadamente a sopa de beldroegas. Actualmente o seu consumo está a ser recuperado, em saladas, salteada ou em sopas, particularmente na cozinha gourmet.

Experimentei fazer uma sopa com elas e fiquei espantada. São deliciosas!

Beldroegas (Portulaca oleracea)



24/07/2013

Feijão Borlotto

Os feijões rasteiros da variedade Borlotto que semeei em Maio, já têm vagens compridas e os feijões já se sentem dentro da vagem.
Este ano resolvi fazer uma experiência nova. Antes de as vagens começarem a secar e já com os feijões bem formados, apanhá-las, descascar e guardar o feijão na arca frigorífica para ir gastando ao longo do ano, na sopa. Esse feijão é chamado feijão zarolho (está formado, mas não seco). Nalgumas regiões do país é também chamado feijão de descascar.
As sopas de feijão zarolho ficam deliciosas!!!

Vagens de feijão Borloto

Feijão Borloto (planta)





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