14/02/2014

Couve galega

Estas couves, resolveram nascer fora do terreno destinado à horta e ali as deixei ficar. Têm crescido, lindas e saudáveis, tão apetecíveis, que até as lagartas da couve as começaram a devorar no mês de Janeiro.
Rapidamente identificadas, como eram poucas, retirei-as manualmente e as couves lá continuaram impávidas.
Até resistiram à última tempestade do fim-de-semana passado!
De facto, as plantas da horta nascediças, parecem ser mais vigorosas e resistentes do que as plantadas ou semeadas por nós. É a lei da selecção natural.

Por enquanto, não há sinais de grelos, embora algumas colegas tronchuda e de nabo já tenham começado a espigar.
Amanhã vou fazer um caldo verde com algumas folhas.



12/02/2014

Folhas de rabanetes também são boas

No final do Verão, passado, semeei rabanetes pensando que iria colher a raiz ao longo do Outono. Não o fiz e lá foram ficando na terra.

Ao fim de algum tempo na terra, a cabeça ultrapassa o tempo ideal de colheita e torna-se dura, fibrosa e disforme. Imprópria para consumo em saladas como é habitual.
Mas as folhas vão crescendo e podem-se consumir. Com a pouca luz do Inverno, ficam grandes e tenras, mesmo boas para umas sopas ou uns esparregados ou em sumo.

Já noutros anos deixei os rabanetes crescerem no Inverno e não me arrependi. São uma delícia!
Vão-se apanhando as folhas, sem arrancar a planta que vai continuando a produzir mais.

Ficam bonitos, pois com a continuação, começam-se a visualizar os caules rosa vivo, da cor do rabanete.
Até alegram a horta!

Os rabanetes têm muitos benefícios para a saúde: são pouco calóricos, têm grande quantidade de vitamina C, têm anti-oxidantes e substâncias preventivas de cancro.
No entanto, nem todos os podem consumir pois por conterem salicilatos, podem provocar alergia em pessoas sensíveis à aspirina (ácido acetil-salicílico - AAS).


Rabanetes crescidos, já passados do ponto de colheita. Consumo das folhas.

10/02/2014

Laranjas e mais laranjas

A laranjeira agradeceu todos os cuidados que lhe demos no Verão. Meia dúzia de ramos carregados de laranjas doces. A Natureza agradece! ...E nós também!...


Laranjeira com laranjas maduras

05/02/2014

Couve tronchuda

Este ano não me posso queixar! As couves de um modo geral têm estado lindas.
As couves tronchudas, até dão pena de apanhar. Grandes e saudáveis, tenras e saborosas. Confortaram na noite de Natal, e não têm desiludido!
É aproveitar antes que comecem a dar grelos.

Couve tronchuda desenvolvida



Couve tronchuda desenvolvida

03/02/2014

Favas

As favas este ano têm demorado um pouco mais a crescer. Semeei em Novembro, mas só agora começam a dar mostras de maior desenvolvimento.
Não sei se é das poucas horas de luz da altura do ano, ou da água a mais.
Há quem diga que se semearem agora, vão-se desenvolver igualmente bem e portanto, não vale a pena passarem todos os rigores do Inverno. Não sei se será verdade, mas não há nada como experimentar.


31/01/2014

Beterrabas e cebolinhas de Primavera

As beterrabas, que decidi cultivar em travesseiros estão a desenvolver-se bem. Foi para evitar que os ratos as roessem. Semeadas inicialmente em cuvetes e depois transplantadas para aqui têm crescido e parecem estar a gostar do sítio. São de várias variedades, com polpa da raiz de várias colorações.

As saladas ficam com aspecto muito bonito.

Das que semeei no Verão directamente em canteiro, consegui colher bastantes, antes que os ratos as tivessem descoberto, utilizando um truque. Coloquei raticida em pastilhas debaixo de uma telha próximo do canteiro e quando já estavam grandes, apanhei-as quase todas e guardei na gaveta dos legumes no frigorífico, num saco fechado. Aguentaram-se bem 3 semanas. As que não apanhei, finalmente lá foram descobertas pelos ratos...

As cebolinhas de Primavera (Spring onions), também estão a desenvolver-se bem. Semeadas no local definitivo, gosto de as colocar em travesseiros, pois não se perdem no meio das ervas, o que aconteceria por certo, se as tivesse semeado em alfobre directo num canteiro.

Beterrabas cultivadas em travesseiros e cebolinhas de Primavera.

Beterrabas de polpa branca em desenvolvimento (Outubro 2013)

27/01/2014

Bróculos

Este ano não me posso queixar do tempo que tem feito para as couves em geral. 

As couves de bróculo continuam lindas e pojantes, por enquanto, sem sinais de fungos nas folhas. Tem sido uma fartura de bróculos. Tenho-me preocupado em cortar as inflorescências de modo a deixar ainda uma coroa de folhas com alguns botões, para ainda poder vir a colher mais uma vez na mesma planta. Nesta variedade, a primeira cabeça é maior. Os bróculos que crescem mais tarde, depois de se cortar a inflorescência central, não são tão grandes, mas ainda se consegue uma boa colheita. 
Por enquanto, ainda vou na primeira ronda. Depois é necessário dar mais um tempo, para que as segundas flores se desenvolvam.
A diferença para os comprados é no sabor, claro e não ultrapassam com tanta facilidade o ponto de cozedura, não se desfazendo. Só vantagens!

Anteriormente já semeei uma variedade de Bróculos o "ramoso calabrês", que não dava esta cabeça grande e sim uma grande quantidade de cabeças mais pequenas. Nunca encontrei plantas desta variedade à venda para mudar, mas a semente é fácil de obter e vale a pena o esforço de fazer a sementeira em cuvetes. Na Primavera vou experimentar novamente, para ter das duas variedades.

Os benefícios para a saúde do consumo de bróculos, são enormes. Logo o primeiro, o cálcio. E depois uma lista de vitaminas, oligo-elementos, anti-oxidantes e fibra. Enfim um alimento extremamente saudável.

Bróculos

24/01/2014

Couve-de-nabo

Comprei como couve-de-nabo, já as plantas para mudar. Não sei qual a variedade, mas lembra-me couve chinesa Granat que já tive na horta e nunca fez repolho. Parecem as folhas do nabo, mas mais lisas e largas e não picam. A cor é semelhante. O sabor é muito agradável. Doce, macio, óptimo! 

Já tinha comprado antes, mas não se desenvolveram. Começo a pensar que foi o local onde as pus no ano passado. Era mais sombrio e com solo menos arenoso.
Quando as comprei em Setembro, tinham aspecto muito frágil e nada fazia esperar que se desenvolvessem tanto!

Podem-se ir consumindo as folhas, sem arrancar a planta. Não sei se vão dar grelos.
Fiquei fã.

Couve-de-nabo (Janeiro 2014)

Couve-de-nabo (Outubro 2013)

22/01/2014

Couve-flor (Brassica oleracea)

Finalmente! É o primeiro ano que consigo ter couve-flor comestível. Noutros anos tentei e até já tinha desistido, pois não cresciam e ficavam com aspecto raquítico.
Em Setembro lá as vi à venda e pensei. Bem, só meia dúzia, vou experimentar outra vez.

Não sei se foi o clima, o local com terra mais arenosa, a maior exposição solar, enfim. Ficaram lindas e bem desenvolvidas. O sabor, excelente!

Couve-flor (Brassica oleracea)
Couve-flor (Brassica oleracea)

08/01/2014

Medronheiro (Arbutus unedo)

Feliz 2014!
Espero poder continuar a partilhar neste ano, as minhas e experiências e andanças pela horta.

Começo por um arbusto relativamente frequente nas nossas florestas e muito esquecido: o medronheiro (Arbutus unedo).
Esta planta pertence à família Ericaceae, a mesma da urze, do mirtilo, da camarinheira que dá as camarinhas, da azálea e do rododendro.
Está amplamente distribuída na Europa Ocidental e na região mediterrânica.

É muito conhecida no sul do nosso país, pela aguardente e licor de medronho. Outra utilização para os frutos é em compota.

O amadurecimento dos frutos, coincide com o aparecimento de flores. Os frutos novos que se formarem a partir daí, só irão estar maduros, no ano seguinte.
Dado o seu aspecto tão colorido, é cada vez mais usada como planta ornamental. E não necessita de grandes cuidados!

Há 1 mês, o medronheiro mais antigo do jardim estava assim. Passado 1 mês, ainda tem medronhos a amadurecer que espero poder vir ainda a comer.
Entretanto, já comprei mais dois pés. Nesta altura do ano ficam lindos!

Medronheiro (Arbutus unedo). Medronhos  a amadurecer e flores de medronheiro já a abrir.

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